
Artur Bispo do Rosário, doente mental, encarcerado num cubículo no hospício por 50 anos, criou uma estética, própria, individual, porém dentro de sua arte, reconhecida apenas postumamente, há a reflexão sobre o conceito de arte e há implícito que, mesmo encarcerado, o inconsciente do artista, é criador e libertador.Ele projetou em pinturas na parede de seu cubículo- cela uma arte surrealista .Psicanalistas, psiquiatras vêem a obra de Bispo do Rosário como forma de reorganizão e integração do psiquismo destruído pela esquizofrenia.Além disso, sua arte é denuncia social e política pois o artista mostrou em seu cubículo todo decorado por suas pinturas, como eram tratados os doentes mentais à época.( Texto por Marcia Tigani)
